OBJETIVO GERAL

Esta atividade tem como objetivo geral intensificar a formação dos empresários e gestores para a reorganização e melhoria das capacidades de gestão, assim como dos trabalhadores das empresas, apoiada em temáticas associadas à inovação e mudança, através de:

  Aumento da qualificação específica dos trabalhadores em domínios relevantes para a estratégia de inovação, internacionalização e modernização das empresas,

   Aumento das capacidades de gestão das empresas para encetar processos de mudança e inovação,

   Promoção de ações de dinamização e sensibilização para a mudança e intercâmbio de boas práticas.

A formação-ação é uma intervenção com aprendizagem em contexto organizacional e que mobiliza e internaliza competências com vista à persecução de resultados suportados por uma determinada estratégia de mudança empresarial. Os tempos de formação e de ação surgem sobrepostos e a aprendizagem vai sendo construída através do desenvolvimento das interações orientadas para os saberes fazer técnicos e relacionais. Trata-se de uma metodologia que implica a mobilização em alternância das vertentes de formação (em sala) e de consultoria (on the job) e, como tal, permite atuar a dois níveis:

   Ao nível dos formandos: procura desenvolver competências nas diferentes áreas de gestão, dando resposta às necessidades de formação existentes;

  Ao nível da empresa: procura aumentar a produtividade, a capacidade competitiva e a introdução de processos de mudança/inovação nas empresas.

Para cada PME a intervencionar, a concretização de um diagnóstico que sustente a formulação do plano de ação e um relatório que evidencie a avaliação de todo o processo formativo.

 

ÁREAS TEMÁTICAS

 Organização e Gestão;

  Implementação de Sistemas de Gestão (Qualidade, Ambiente, SST, Inovação ou outros);

 Internacionalização;

 Economia digital e Tecnologias de Informação e Comunicação;

  Eco-Eficiência (Eficiência Energética e Utilização Racional de Recursos Naturais);

 Gestão Estratégica

 

METODOLOGIA DE INTERVENÇÃO

O Modelo de Intervenção baseia-se no ciclo PDCA (PLAN – DO – CHECK – ACT), respeitando a ordenação lógica destas etapas e garantindo a constante monitorização do processo:

  DIAGNÓSTICO E DEFINIÇÃO DO PLANO DE AÇÃO

Recorrendo à atividade de consultoria é efetuada uma avaliação das práticas correntes associadas à área de intervenção do Projeto e são identificadas as atividades-chave necessárias à concretização do mesmo. Em paralelo, é efetuado um diagnóstico formativo onde são identificadas as necessidades de formação da empresa, atendendo à caracterização dos seus Recursos Humanos, em termos de qualificações / níveis habilitacionais /competências detidas. Com base nas informações recolhidas é elaborado um Plano de Ação, contemplando as vertentes de Consultoria e Formação (alinhados com a área de intervenção escolhida). São definidas com os responsáveis da empresa as medidas a implementar no horizonte temporal do projeto. Apesar de, no seu todo, o plano de formação individual ser diferente para cada uma das empresas envolvidas numa determinada temática, empresas de dimensão diferenciada poderão participar no mesmo percurso formativo, composto por vários cursos de formação, desde que tenham sido detetadas necessidades de formação semelhantes.

  IMPLEMENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO PLANO DE AÇÃO

São constituídas equipas de trabalho que, em conjunto com os consultores, implementarão as medidas definidas nos Planos de Ação definidos no diagnóstico. São constituídos os grupos de formação e ministradas as ações formativas definidas no plano.

  AVALIAÇÃO DE RESULTADOS / MELHORIAS IMPLEMENTADAS

São definidos momentos de regulação da execução (avaliação de resultados intercalares), para acompanhar e controlar o grau de implementação do projeto no que respeita às atividades formativas e de consultoria. No final do projeto, é feito um balanço do progresso/análise evolutiva da empresa e dos resultados efetivamente alcançados. Os resultados obtidos serão disseminados, permitindo assim uma experiência de partilha entre empresas e impulsionando e motivando a implementação de boas práticas

 

A estrutura de intervenção da Formação Ação está diretamente relacionada com as grandes tendências internacionais apresentadas, e tendo em conta as condicionantes estruturais do tecido empresarial português, resulta claramente a necessidade de se proceder a mudanças organizacionais nas empresas. Estas mudanças terão de ocorrer ao nível da gestão estratégica e operacional, dos modelos de negócios, dos processos, das abordagens aos mercados interno e externo, das formas de financiamento empresarial entre outros. Estas mudanças exigem níveis de competências dos recursos humanos mais exigentes, diversificadas e enquadradas na aposta do desenvolvimento empresarial.